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Glossário

Glossário fiscal
para quem emite nota todo dia

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Documentos fiscais eletrônicos que uma empresa emite

São arquivos XML assinados com certificado digital, que só valem depois de autorizados. A nota de mercadoria é autorizada pela SEFAZ, e a NFS-e, pela prefeitura ou pelo ambiente nacional. O papel impresso é só a representação desses arquivos.

NF-e

Nota Fiscal Eletrônica, modelo 55

Documenta a venda de mercadoria entre empresas e a venda a consumidor com entrega. É a nota que acompanha a carga e que o comprador usa para dar entrada no estoque dele.

NFC-e

Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, modelo 65

É a nota do balcão, emitida na hora da venda ao consumidor final. Na maior parte dos estados, substituiu o cupom fiscal impresso por equipamento ECF.

Ver o guia completo da NFC-e

NFS-e

Nota Fiscal de Serviço Eletrônica

Documenta a prestação de serviço e é ligada ao ISS, que é um imposto municipal. O padrão nacional unificou o layout que cada município mantinha por conta própria.

CT-e

Conhecimento de Transporte Eletrônico

Documenta o serviço de transporte de carga. Diz quem contratou, o que está sendo levado, de onde para onde e quanto custa o frete.

MDF-e

Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais

Reúne num documento só todas as notas e conhecimentos que viajam no mesmo veículo. É o que a fiscalização pede ao parar o caminhão na estrada.

XML e DANFE

O documento e o papel dele

O XML é a nota de verdade, assinada e guardada por cinco anos. O DANFE é a folha impressa que representa o XML para quem confere a mercadoria. Perder a folha não anula a nota. Perder o XML descumpre a obrigação de guardá-lo por cinco anos.

Os códigos que fazem a nota ser aceita

É aqui que nascem muitas rejeições de nota. NCM, CFOP, CST e origem são campos do cadastro do produto e precisam estar certos antes da primeira venda. O certificado e o CNPJ identificam a empresa.

NCM

Nomenclatura Comum do Mercosul

Código de oito dígitos que diz o que o produto é, no mesmo padrão usado pelos países do Mercosul. É a partir dele que boa parte da tributação é definida. NCM errado é tributo errado.

CFOP

Código Fiscal de Operações e Prestações

Diz o que está acontecendo na operação: venda, devolução, remessa para conserto, transferência entre filiais, bonificação. O primeiro dígito indica se a operação é dentro do estado, entre estados ou com o exterior.

CST e CSOSN

Código de Situação Tributária

Diz como aquele item é tributado naquela operação: tributado, isento, com substituição, não tributado. Empresas do Simples Nacional usam o CSOSN no lugar do CST.

Origem da mercadoria

Nacional, importada ou com conteúdo de importação

Campo do cadastro que informa a procedência do produto. Ele altera a tributação e é conferido na autorização. Produto importado cadastrado como nacional trava a nota.

Certificado digital

A assinatura eletrônica da empresa

Assina os documentos fiscais e identifica a empresa perante a SEFAZ. O A1 é um arquivo instalado no sistema, e o A3 fica num cartão ou token. Com o certificado vencido, a emissão para inteira.

CNPJ alfanumérico

Letras nas doze primeiras posições

Formato válido desde 31 de julho de 2026, com letras e números na raiz e na ordem. Os dois dígitos verificadores continuam numéricos. O CNPJ já emitido não muda. Quem precisa mudar é o sistema que valida o campo, e o que revisar está no post CNPJ alfanumérico: o que muda.

Tributos e regimes que aparecem na nota

O vocabulário que muda com a Reforma Tributária, e o que continua valendo durante a transição.

ICMS

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

Tributo estadual que incide sobre a circulação de mercadoria e sobre alguns serviços. A alíquota e a regra variam por estado e por produto, e por isso ele é o principal responsável pela complexidade do cadastro fiscal.

ICMS-ST

Substituição tributária

Regime em que um elo da cadeia recolhe o ICMS dos seguintes. Na prática, quem compra um produto com ST já recebe o imposto pago e não destaca ICMS na revenda.

DIFAL

Diferencial de alíquota

Diferença entre a alíquota interna do estado de destino e a interestadual, devida na venda para outro estado. Costuma surpreender quem começa a vender pela internet.

IBS e CBS

Os tributos da Reforma Tributária

O IBS substitui o ICMS e o ISS, e a CBS substitui o PIS e a Cofins. Os campos são obrigatórios na NF-e e na NFC-e do regime regular desde 3 de agosto de 2026, e a transição vai até 2033. O calendário completo está em Reforma Tributária, e por que 2026 ainda é ano de teste, no post Reforma Tributária 2026: IBS e CBS.

Simples Nacional

Regime unificado de arrecadação

Reúne vários tributos numa guia só, com alíquota por faixa de faturamento e por anexo de atividade. Não dispensa a empresa de emitir documento fiscal nem de cadastrar o produto corretamente. Quem passa do teto sai do regime, e o que muda na nota e nas declarações está no post saída do Simples Nacional.

SPED

Sistema Público de Escrituração Digital

Conjunto de arquivos em que a empresa entrega ao fisco o que movimentou no período. Os mais conhecidos são a EFD ICMS/IPI e a EFD-Contribuições. Eles saem da escrituração, e não de cada nota isolada.

Sigla que trava a sua nota tem nome e solução

No ERP Otimizer, NCM, CFOP, CST e origem são configurados produto a produto na implantação. Depois disso, a nota sai da própria venda.

Ver o módulo fiscal funcionando

Perguntas frequentes sobre os termos fiscais

Dúvidas de vocabulário que aparecem na rotina de quem emite nota.

A NF-e e o CT-e documentam cada carga ou cada frete em separado. O MDF-e junta num documento único tudo o que está no mesmo veículo durante uma viagem. É ele que a fiscalização pede ao parar o caminhão na estrada, e ele é obrigatório em boa parte do transporte de carga própria e de terceiros.

O tributo sai calculado errado, porque o NCM define boa parte da tributação. Há risco de recolher a menos, de recolher a mais e de a nota ser rejeitada na autorização. Por isso, o NCM é um dos campos conferidos produto a produto na configuração fiscal da implantação.

É o XML que precisa ser guardado, porque ele é o documento fiscal. O DANFE impresso é só a representação dele. A guarda obrigatória é do XML, por cinco anos, e vale tanto para as notas emitidas quanto para as recebidas dos fornecedores. No Portal do Contador, o escritório busca esses arquivos sem esperar alguém da empresa exportar e enviar.

Os códigos continuam valendo, porque o Simples simplifica o recolhimento, não a emissão. O produto segue exigindo NCM, CFOP e origem corretos, e o CSOSN entra no lugar do CST. Corrigir uma nota errada no Simples dá o mesmo trabalho que em qualquer outro regime.

Deixe a parte fiscal com o ERP Otimizer

Um consultor mostra a emissão com os seus produtos e explica como o cadastro fiscal fica pronto na implantação.

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