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MEI precisa preencher IBS e CBS na nota? Só a partir de 2027 — Lucro Presumido e Real: NF-e e NFC-e desde 3 de agosto de 2026

Publicado em · Atualizado em · Leitura de 9 minutos

Desde 3 de agosto de 2026, a empresa do Lucro Presumido ou do Lucro Real é obrigada a informar IBS e CBS na NF-e e na NFC-e. A rejeição automática da nota sem esses campos estava prevista para a mesma data e foi adiada, mas a obrigação continua valendo. Na nota de serviço (NFS-e), o prazo é outro e começa em 1º de outubro de 2026 para a maior parte dos serviços. Para MEI e Simples Nacional, as regras de IBS e CBS nos documentos só começam a valer em 1º de janeiro de 2027.

Atualizado em 29 de setembro de 2026

Esta matéria saiu em 30 de julho dizendo que, a partir de 3 de agosto, a nota sem IBS e CBS seria rejeitada. Era o anúncio oficial da época. Em 1º de agosto, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS adiaram a rejeição, sem data nova, e mantiveram a obrigação. A NFS-e ganhou calendário próprio. A data do Simples Nacional é 1º de janeiro de 2027, a do cronograma oficial (Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026).

Cliente sendo atendida no balcão de uma loja, com o terminal de caixa sobre o balcão

O que mudou em 3 de agosto de 2026

Os documentos fiscais trazem os campos de IBS e CBS desde janeiro de 2026. Para a empresa do regime regular (Lucro Real e Lucro Presumido), preencher esses campos na NF-e e na NFC-e passou a ser obrigatório em 3 de agosto de 2026. A rejeição automática da nota sem os campos, anunciada para a mesma data, foi adiada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, sem data nova. Na prática, a nota ainda é autorizada, mas a obrigação de informar não foi suspensa. Segundo o Comitê Gestor do IBS, em 4 de agosto 88% dos documentos das empresas obrigadas já saíam com essas informações.

IBS e CBS na NF-e e no cupom fiscal (NFC-e) desde 3 de agosto de 2026

Na venda de mercadoria, os grupos de IBS e CBS são obrigatórios desde 3 de agosto de 2026 para o Lucro Presumido e o Lucro Real. Isso vale para a nota de saída (NF-e) e para a NFC-e, a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica que o caixa emite e que muita gente ainda chama de cupom fiscal. A nota sem os campos ainda não é rejeitada, porque a validação foi adiada, mas a obrigação vale desde essa data para a venda de mercadoria em geral. Três casos têm data própria: a NF-e de quem não é contribuinte do ICMS (1º de dezembro de 2026) e as de importação e de combustíveis com tributação monofásica (1º de janeiro de 2027).

IBS e CBS na NFS-e a partir de 1º de outubro ou 1º de dezembro de 2026

Na nota de serviço o calendário é outro. Ele foi fixado pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026 e detalhado pelo Comitê Gestor da NFS-e (CGNFS-e):

  • A partir de 1º de outubro de 2026, os serviços da lista da Lei Complementar nº 116, sujeitos ao ISS.
  • A partir de 1º de dezembro de 2026, plataformas digitais, os subitens 1.03, 1.05, 1.09 e 16.01, bens imateriais fora da lista da LC 116, cobranças de condomínio, locações e os demais serviços fora da lista.
  • Até 31 de dezembro de 2026, a NFS-e sem IBS e CBS não é rejeitada. A obrigação de informar, porém, vale desde a data de cada grupo de serviços.

Seja revenda, indústria, prestadora de serviço ou distribuidora, a empresa do regime regular já tem IBS e CBS na nota. O que muda de um caso para outro é a data de cada documento.

Quem já está obrigado e quem tem mais prazo

As datas de 2026 são do regime regular. Para o Simples Nacional e o MEI, IBS e CBS nos documentos fiscais passam a valer em 1º de janeiro de 2027. Não vale deixar o assunto para a última semana de dezembro. Os campos já aparecem na nota desde janeiro de 2026, e chegar a 2027 com o sistema ajustado é bem mais tranquilo do que correr atrás em cima da hora.

Empresa do Lucro Presumido ou do Lucro Real?

Então as datas de 2026 valem para a sua empresa: 3 de agosto na NF-e e na NFC-e, 1º de outubro ou 1º de dezembro na NFS-e. O ERP para Lucro Presumido e Lucro Real da Otimizer preenche IBS e CBS em toda nota e cuida da apuração com créditos, do SPED e do regime de cada CNPJ.

Falar sobre o Lucro Presumido

Não é aumento de imposto (ainda)

Duas coisas costumam se misturar aqui. Uma é o preenchimento obrigatório dos campos, que mudou em agosto. A outra é a cobrança efetiva dos tributos, que ainda não começou. Em 2026 vale só a alíquota de teste, de 0,9% de CBS mais 0,1% de IBS, que somam 1%. Esse valor pode ser integralmente compensado com os débitos de PIS e Cofins que a empresa já recolhe. O marco de agosto exige o campo certo na nota, mas não antecipa custo real.

Checklist do que revisar agora

  • Confirme a versão do seu sistema fiscal. Ele já emite com os grupos de IBS e CBS preenchidos automaticamente, em produto e em serviço?
  • Abra algumas notas recentes. Veja se os campos de IBS e CBS saem com a alíquota de teste de 1% dividida corretamente entre os dois.
  • Confira o cClassTrib de cada operação. É o código de classificação tributária e precisa estar correto em cada tipo de venda ou de serviço.
  • Revise o cadastro fiscal de produtos e serviços. Com a classificação errada na base, a nota sai com o campo errado, mesmo com o sistema atualizado.
  • Converse agora com o fornecedor do seu sistema. A rejeição foi adiada, não cancelada. Quando a validação entrar, não vai dar tempo de resolver com calma.

O sistema da Otimizer já emite com IBS e CBS

Quem usa a Otimizer não precisa correr atrás dessas datas. O ERP, o PDV e o módulo de emissão de NFS-e já preenchem IBS e CBS sozinhos em toda nota, de produto (NF-e e NFC-e) ou de serviço (NFS-e no padrão nacional), sem ajuste manual. A rotina do caixa e do faturamento continua a mesma.

Se o seu sistema atual não deixa claro se já emite com IBS e CBS, não espere a validação entrar para descobrir. Veja como funciona uma implantação de ERP sem parar o faturamento, ou fale com o nosso especialista em Reforma Tributária.

Esta matéria é o recorte prático de um tema maior. No blog também estão o cronograma completo da Reforma Tributária até 2033, a NFS-e no padrão nacional e o novo CNPJ alfanumérico, do mesmo período. As três mudanças mexem no mesmo processo, a emissão da sua nota fiscal, e vale acompanhar as três juntas.

Seu sistema já informa IBS e CBS na nota?

Um especialista confere com você se a sua nota de produto e a de serviço já saem com IBS e CBS. É melhor saber agora do que no dia em que a validação passar a recusar a nota sem eles.

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Perguntas frequentes sobre IBS e CBS na nota fiscal

Desde 3 de agosto de 2026, a empresa do regime regular (Lucro Real ou Presumido) é obrigada a informar IBS e CBS na NF-e e na NFC-e. A rejeição automática da nota sem esses campos, prevista para a mesma data, foi adiada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, sem data nova. A obrigação de informar, porém, não foi suspensa.

Para as duas, cada uma com a sua data. Na NF-e e na NFC-e (produto), desde 3 de agosto de 2026. Na NFS-e (serviço), a partir de 1º de outubro de 2026, ou de 1º de dezembro de 2026 para plataformas digitais, locações, condomínios, bens imateriais, serviços fora da lista da LC 116 e os subitens 1.03, 1.05, 1.09 e 16.01. Até 31 de dezembro de 2026, a NFS-e sem IBS e CBS não é rejeitada.

Não com a mesma urgência. As datas de 2026 valem para o regime regular (Lucro Real e Presumido). No Simples Nacional e no MEI, IBS e CBS nos documentos fiscais passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Por enquanto, a nota não é rejeitada. A validação automática da NF-e e da NFC-e foi adiada, e a NFS-e sem IBS e CBS não é rejeitada até 31 de dezembro de 2026. A obrigação de informar continua valendo, e a data em que a validação passa a recusar a NF-e e a NFC-e sem os campos ainda vai ser definida. O caminho seguro é o sistema já emitir certo.

O imposto não aumentou em agosto. Desde janeiro de 2026 vale só uma alíquota de teste de 1% (0,9% de CBS mais 0,1% de IBS), que pode ser integralmente compensada com débitos de PIS e Cofins. O marco de 3 de agosto tornou obrigatório o preenchimento desses campos. Ele não muda o valor da alíquota de teste nem antecipa a cobrança efetiva, prevista para 2027 em diante.

O ERP, o PDV e o módulo de NFS-e da Otimizer já preenchem IBS e CBS sozinhos em toda nota, de produto (NF-e e NFC-e) ou de serviço (NFS-e no padrão nacional), sem ajuste na emissão. O que vale revisar é o cadastro fiscal de produtos e serviços, como no checklist desta matéria.

Depende do regime e da data. No MEI e no Simples Nacional, a resposta em 2026 é “Não”, porque as regras de IBS e CBS só valem para o Simples a partir de 1º de janeiro de 2027 (Resolução CGSN nº 191/2026). No Lucro Presumido e no Lucro Real, a resposta é “Sim” a partir de 1º de outubro de 2026 para a maior parte dos serviços, ou de 1º de dezembro de 2026 para plataformas digitais, locações, cobranças de condomínio, bens imateriais, serviços fora da lista da LC 116 e os subitens 1.03, 1.05, 1.09 e 16.01. Até 31 de dezembro de 2026, a NFS-e sem IBS e CBS não é rejeitada, mas a obrigação de informar vale desde essas datas.

IBS e CBS na NF-e e na NFC-e desde agosto de 2026. Já está pronto?

A obrigação já vale, mesmo com a rejeição adiada. Um consultor confere com você se a sua emissão já sai com os novos campos.

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